QUAL É A RECEITA PARA O PROCESSO CRIATIVO?

26/06/2019
Posted in Conhecimento
26/06/2019 Rafaela Caram

Roger Von Oech, em seu livro “Um Chute na Rotina” traz diversas reflexões durante a leitura. 

Em poucos parágrafos já encontramos a primeira constatação para os criativos: no corpo humano temos dois extremos. Um tem a função de criar, outro, de sentar. Quando estamos ativos, procurando novas ideias, a extremidade criativa se mantém em forma. Agora, quando ficamos encostados, nosso cérebro passa a andar em marcha ré e o resultado é a inversão das extremidades.

Roger ainda diz que este momento de aceitar ou não um desafio em coisas novas é crucial para definir o tipo de profissional que seremos. Nesse ponto, as pessoas assumem atitudes como: “não é importante”,”não tenho tempo”, “já sei a resposta” e “não sou criativo”. Essas atitudes são perigosas, porque impedem que você perceba coisas importantes.

O processo criativo consiste em desempenhar quatro papéis diferentes, onde cada um tem um tipo diferente de raciocínio. O que define a maioria dos criativos é a flexibilidade mental dos mesmos, recorrendo a diversos pensamentos criativos conforme as exigências do projeto.

Resumidamente para Roger, para gerar e implementar novas ideias, um elenco criativo é criado e se desdobra da seguinte forma:

  1. Ao sair em busca de informações novas, seja um explorador;
  2. Ao transformar informações em ideias novas, seja artista;
  3. Ao ponderar sobre uma ideia, seja um juiz;
  4. Ao colocar sua ideia em prática, seja um guerreiro.

Precisamos pesquisar materiais necessários para construir nossa ideia, visitando campos desconhecidos, descobrindo novos padrões etc.

Depois disso, ao juntarmos as informações, elas formarão desenhos e formas para começamos a experimentar todas as abordagens e possibilidades de ideias, quebrando regras ou criando as nossas próprias.

O terceiro passo é avaliar a ideia, pesando criticamente os prós e contras, procurando falhas e imaginando se o momento é o ideal para aplicá-la.

Para finalizar todo o processo, você deve colocar sua ideia em prática e neste momento, a competição é violenta. Você deve levá-la ao campo de batalha, enfrentar os adversários e defender sua ideia para que ela se torne realidade.

Não existe um padrão ou regra para o processo criativo, entretanto, é preciso considerar cada passo como único para que tenha sucesso em cada um e no final, em tudo.

Para concluir, como estamos nos dedicando em cada fase, qual tem sido nossa produtividade?

Precisamos nos dedicar ao extremo da criação e ao extremo do descanso. Cada momento tem seu devido peso e importância para que a ideia seja genial.

FONTE: Um Chute na Rotina – Roger Von Oech, 2003

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